NANUKNANUK ( Mathilde Hoster) nasceu na Alemanha, em Duisburg, veio para o Brasil ainda criança em 1934, para residir com sua família na recém-criada colônia de agricultores de ROLÂNDIA, no norte do Estado do Paraná. Foi para este local que seus pais vieram em busca de um sonho: o de desbravar uma terra totalmente virgem e iniciar vida nova, deixando para traz a “civilização”.

Para a pequena NANUK – apelidada assim por seu cunhado, que a achava mais desengonçada que Nanuk, o esquimó-era impossível que houvesse uma aventura mais emocionante. E afim de não perder um único detalhe, passou a registrar o dia-a-dia, as cores e emoções em pequenos desenhos – habito que viria a tornar-se uma necessidade interior, transformando-se no próprio sentido de sua existência.

E foi desta maneira, registrando o mundo que a cercava, que NANUK – mesmo não tendo naquela época noção da importância de seus registros – começou a “escrever” a história de Rolândia. Através destes desenhos, que mais tarde viriam a se transformar em quadros, pintados pela mão firme e segura de quem não só domina a técnica, mas tem o poder de transmitir em cada pincelada os sentimentos destes heróis desconhecidos, que como ela e sua família, vieram de longe, para enfrentar o desafio de dar vida a esta cidade.

Nanuk trabalhou na terra durante muitos anos. No campo conheceu seu marido e teve seus cinco filhos.

Mudou-se com eles para o centro da cidade de Rolândia em 1956, onde durante 14 anos produziu, dirigiu e apresentou um programa cultural na Rádio de Rolândia e na Rádio Difusora de Londrina.

Aqui trabalhou como ilustradora e crítica literária, além de escrever contos infantis acompanhados de ilustrações, uma trilogia que relata a trajetória da vida de sua família no Brasil, poemas e letras das musicas que compusera ao violão.

A sua vivencia e seus tão variados interesses fizeram dela uma eterna apaixonada por histórias e pelas cores que aqui viu e viveu.

A arte de Nanuk traduz a essência de sua vida: ela é uma contadora de histórias que encontrou nas tintas e nos pinceis um instrumento mágico e definitivo, através do qual divide com o mundo a sua alegria de viver.

E, num gesto de beleza interior única, NANUK buscou dividir com o povo de Rolândia – principalmente com as novas gerações – não só esta alegria de viver, mas sobre tudo um retrato vivo do nascimento da cidade, através da doação, em Outubro de 1995,de um acervo de 21 obras de sua autoria sobre o surgimento da cidade ao Museu Municipal de Rolândia. Atualmente algumas destas obras podem ser contempladas na sala da Secretaria de Cultura do município Maria Luiza Muller, cita a Rua Artur Thomas S/N no prédio do TEATRO MUNICIPAL que leva seu nome TEATRO NANUK.

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